Por que é importante donos de softwares estarem presentes em eventos presenciais e feiras em 2026?

Flávio Babos, especialista em crescimento de redes sociais e criador do FlavioBabos.com.br
Escrito por: Flávio Babos
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Fala empresários! Hoje quero trazer nesse conteúdo qual minha opinião sobre eventos presenciais, como isso colaborou para que eu pivotasse toda minha STARTUP e como eu consegui aprender mais sobre creators e marketing de influência.

Eu decidi escrever esse conteúdo depois que levei a Flikta para um evento EXPOECOMM BH em Belo Horizonte. 

Trouxe um pouco de como foi esse evento no vídeo no YouTube abaixo:

Mas, esse conteúdo vai além de só o evento pois aqui eu reuni diversos insights que eu tive durante ele, tanto como empreendedor como até mesmo criador de conteúdo. Bora lá?

Porque CEO de uma empresa de tecnologia precisa participar de eventos assim?

O top 3 de fatores que consigo elencar aqui são:

1. Relacionamento com o mercado com parceiros e possíveis clientes

2. Feeback da solução com pessoas daquele meio

3. Criação de conteúdo e geração de autoridade

Desde relacionamentos e geração de novas parcerias até a possibilidade também de ter feedback rápido e acionável, nada disso se têm ao ficar em casa ou no escritório.

Inclusive, acredito que criar relacionamentos com o mercado seja um dos fatores que ajuda a perpetuar um negócio mesmo com tantas soluções com AI que surgem (e até opções de softwares mais baratos).

Ou seja, criar confiança, conversar com gerentes e donos e empresas potenciais clientes são extremamente importantes, principalmente em soluções B2B onde a venda é high touch e pós vendas/onboarding com tratamento maior com o lead/cliente.

Isso se extende aos sistemas sistemas B2C como os que são voltados para crescimento de redes sociais e perfis de criadores de conteúdo – ganhar seguidores, curtidas, analisar métricas voltadas a perfis comuns e influencers: quem não é visto, não é lembrado!

Sem contar que se você puder trazer algum videomaker dá para aumentar a frequência de publicação e assim ter mais visibilidade e ganhar seguidores novos.

Geralmente todos os eventos que eu vou levo minha esposa que me ajuda nessa parte e aproveito e crio estratégias de divulgação no Instagram, Youtube, Tiktok e até no Linkedin.

As vezes o mesmo vídeo publicado em uma rede eu aproveito e publico nas demais, bem como as publicações estáticas que aproveito e faço no Linkedin.

Como eventos assim me moldaram como empreendedor Tech

Já participei de diversas feiras de tecnologia, uma delas que contribuiu para meu crescimento e na pivotada da Flikta foi o websummit no qual expomos 3x tanto no Brasil como em Portugal.

O websummit é mais voltado para quem quer relacionamento com investidores pra depois fazer alguma rodada de investimentos. 

Já eventos como expoecomm (e até a vtex que eu participei em 2026) são importantes para trazer clientes para a operação pois são eventos mais inchados.

Costumo dizer que um não exclui o outro, pois, mesmo se você não quer trazer investimentos de fora e se diluir na participação da empresa, é possível conversar com muitas pessoas de negócio e obter feedback real da solução que está construindo.

Inclusive, foi no websummit no qual pivotamos a solução principal focada em influenciadores para ser uma focada inteiramente na gestão e escala de creators – a Flikta desde o dia 0 de concepção, eu sempre quis que fosse bootstrap, graças a equipe enxuta que temos e minha diretoria, que optou por não receber salário, consegui manter os custos baixos.

Agora, o expoecomm, nós aproveitamos uma feature e lançamos ela bem no dia da exposição, que é o seegind: o envio de recebidos/presentes para creators dentro da nossa plataforma (que é realizado via integração com a Bling).

Um pouco sobre a Flikta e como ela surgiu

Todas as empresas que eu toco estão nesse meio de redes sociais (principalmente Instagram) e comecei nesse mercado em 2019/2020 com conteúdos de blog e artigos que escrevia para portais/jornais da área.

Então, é mais sensato um empreendedor diversificar dentro do seu campo de atuação do que ter empresas distintas – pelo menos essa é a concepção que eu trago para a vida do que tentar abraçar diversos nichos diferentes a parte.

Sobre a Flikta em questão, ela é isso: surgiu depois que eu tive bastante experiência em crescimento de perfis no Instagram e TikTok e na gestão do perfil @alexiakattah.

Basicamente na seguinte dor: marcas querem creators preparados para divulgarem seus produtos e eles muita das vezes não entregam um resultado que as marcas esperavam.

Daí, no início o intuito era focar no mercado B2C de creators e entregar majoritariamente educação por causa que eu acreditava que com masterclasses e materiais digitais (ebooks) a como se posicionar, ser referência, ter mais relevância e fechar mais parcerias com marcas seria a solução.

Não atoa, tive a oportunidade de ajudar o perfil da @alexiakattah a sair de 7 mil seguidores para quase 40 mil seguidores em apenas 1 ano e a se posicionar como uma influencia relevante no nicho dela (tecnologia), fechando parcerias e pensei que eu poderia fazer o mesmo ajudando outros creators.

Mas eu mudei a percepção quando vi que esse mercado meu cliente final é a marca que contrata o influencer/creator (é onde o dinheiro está basicamente)

Por isso, mudamos de nome e deixamos em stand-by a solução com foco no creator pra alocar recursos nas soluções para Brands desde fevereiro de 2025.

Como creators podem se profissionalizar mais para trabalhar com marcas?

Acredito que o game changer de um bom posicionamento antes de pensar em parcerias, deveria ser: crie conteúdo pensando no médio e longo prazo. Se eu fosse creator, eu passaria por esses pontos:

1. Meu conteúdo tem um ponto de vista único meu (ou tá com cara de conteúdo gerado por IA)?

2. Quando eu fecho parcerias, estou a todo momento tentando vender algo ou não? Se sim, eu pelo menos intercalo com conteúdo ou “faço a venda no subconsciente” da pessoa sem forçar?

3. Eu crio conteúdo pra mim ou para os outros? Se for para mim: é um conteúdo que as outras pessoas gostariam de ver ou não?

4. Eu mostro os meus bastidores nos stories (mas sem publicar só por publicar)?

5. Quando eu publico nos stories, eu mostro uma linha cronológica ou do meu dia, ou de um desafio que venci ou coisas diárias?

A partir disso, já dá para ajustar a rota da criação de conteúdo e retenção de público.

E o mais importante de tudo e saber diferenciar essas perguntas:

“O que faz alguém ser seguido?” de “O que faz alguém ser contratado?”

Um perfil pode ser de entretenimento onde você publica piadas ou pegadinhas e ele alcança milhões de pessoas e atraia seguidores.

Mas, saber reter todo mundo que você alcançar em seguidores fiéis que vão acompanhar sua vida e bastidores, é outra estratégia que precisa ser traçada.

Vou dar um exemplo, lembra do caso da @jeniffercastro que ela se negou a ceder o assento para uma outra criança com uma mulher no avião? 

Então, ela ganhou centenas de milhares de seguidores naquela época (em dezembro de 2024) e hoje está com mais de 1.6 milhão de seguidores, ou seja, se ela não soubesse reter quem chegou, não teria essa repercussão toda e não estaria ainda fechando parcerias com marcas.

Então, é preciso tratar o marketing de influência como um trabalho de fato, pois criar estratégia, roteiro e etc dá trabalho, não é só publicar vídeo por publicar e esperar que vai chegar publi sem saber reter quem você interage ou até crescer a base de seguidores.

Construir software também é estar perto das pessoas

Estar presente no mercado seja em feiras, estandes ou patrocinando esses eventos, dá reconhecimento, credibilidade e acaba trazendo receita pra companhia.

Sem contar no conhecimento e validação de produto que isso traz, que foi o que aconteceu com a Flikta na qual pivotamos a solução.

Em um mundo onde está mais fácil criar sistemas e automações com IA, mais fácil fica construir determinadas coisas tecnicamente, mas entender pessoas, criar confiança, descobrir dores e construir distribuição continua exigindo contato com o mercado.

Esse é o maior aprendizado que posso trazer e que nenhuma máquina pode substituir.


Flávio Babos, especialista em crescimento de redes sociais e criador do FlavioBabos.com.br

Sobre o autor

Flávio Babos

Especialista em crescimento de redes sociais e fundador do FlavioBabos.com.br. Desde 2019, Flávio testa e avalia plataformas de impulsionamento para Instagram e TikTok - já analisou mais de 30 serviços, criou contas de teste dedicadas e acompanhou a evolução das políticas do Instagram sobre compra de seguidores. É graduando em Engenharia Mecatrônica na UFU e mantém portfólios ativos no Instagram e YouTube onde documenta os resultados dos testes em vídeo.

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